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História dos Maias, dos Astecas e dos Incas

História da América, História do México, cultura, arte e religião dos povos pré-colombianos da América,
comércio, formas de produção, sistemas de trabalho, economia, administração, cultura inca

 
Pirâmide maia de Tikal, Pirâmide asteca de Teotihuacan e ruínas da cidade inca de Machu Picchu

 

Civilização Maia



O povo maia habitou a região das florestas tropicais das atuais Guatemala, Honduras e Península de Yucatán (região sul do atual México). Viveram nestas regiões entre os séculos IV a.C e IX a.C. Entre os séculos IX e X , os toltecas invadiram essas regiões e dominaram a civilização maia.

Nunca chegaram a formar um império unificado, fato que favoreceu a invasão e domínio de outros povos. As cidades formavam o núcleo político e religioso da civilização e eram governadas por um estado teocrático.O império maia era considerado um representante dos deuses na Terra.

A zona urbana era habitada apenas pelos nobres (família real), sacerdotes (responsáveis pelos cultos e conhecimentos), chefes militares e administradores do império (cobradores de impostos). Os camponeses, que formavam a base da sociedade, artesão e trabalhadores urbanos faziam parte das camadas menos privilegiadas e tinham que pagar altos impostos.

cultura maia Arte e arquitetura: pirâmide da civilização maia

A base da economia maia era a agricultura, principalmente de milho, feijão e tubérculos. Suas técnicas de irrigação eram muito avançadas. Praticavam o comércio de mercadorias com povos vizinhos e no interior do império.

Ergueram pirâmides, templos e palácios, demonstrando um grande avanço na arquitetura. O artesanato também se destacou: fiação de tecidos, uso de tintas em tecidos e roupas.

A religião deste povo era politeísta, pois acreditavam em vários deuses ligados à natureza. Elaboraram um eficiente e complexo  calendário que estabelecia com exatidão os 365 dias do ano.

Assim como os egípcios, usaram uma escrita baseada em símbolos e desenhos (hieróglifos). Registravam acontecimentos, datas, contagem de impostos e colheitas, guerras e outros dados importantes.

Desenvolveram muito a matemática, com destaque para a invenção das casas decimais e o valor zero.

 

Civilização Asteca 



Povo guerreiro, os astecas habitaram a região do atual México entre os séculos XIV e XVI. Fundaram no século XIV a importante cidade de Tenochtitlán (atual Cidade do México), numa região de pântanos, próxima do lago Texcoco.

A sociedade era hierarquizada e comandada por um imperador, chefe do exército. A nobreza era também formada por sacerdotes e chefes militares. Os camponeses, artesãos e trabalhadores urbanos compunham grande parte da população. Esta camada mais baixa da sociedade era obrigada a exercer um trabalho compulsório para o imperador, quando este os convocava para trabalhos em obras públicas (canais de irrigação, estradas, templos, pirâmides).

Durante o governo do imperador Montezuma II (início do século XVI), o império asteca chegou a ser formado por aproximadamente 500 cidades, que pagavam altos impostos para o imperador. O império começou a ser destruído em 1519 com as invasões espanholas. Os espanhóis dominaram os astecas e tomaram grande parte dos objetos de ouro desta civilização. Não satisfeitos, ainda escravizaram os astecas, forçando-os a trabalharem nas minas de ouro e prata da região.

 

cultura asteca Arte asteca e arquitetura: pirâmide da civilização asteca

Os astecas desenvolveram muito as técnicas agrícolas, construindo obras de drenagem e as chinampas (ilhas de cultivo), onde plantavam e colhiam milho, pimenta, tomate, cacau etc. As sementes de cacau, por exemplo, eram usadas como moedas por este povo.

O artesanato a era riquíssimo, destacando-se a confecção de tecidos, objetos de ouro e prata e artigos com pinturas.

A religião era politeísta, pois cultuavam diversos deuses da natureza (deus Sol, Lua, Trovão, Chuva) e uma deusa representada por uma Serpente Emplumada. A escrita era representada por desenhos e símbolos. O calendário maia foi utilizado com modificações pelos astecas. Desenvolveram diversos conceitos matemáticos e de astronomia.

Na arquitetura, construíram enormes pirâmides utilizadas para cultos religiosos e sacrifícios humanos. Estes, eram realizados em datas específicas em homenagem aos deuses. Acreditavam, que com os sacrifícios, poderiam deixar os deuses mais calmos e felizes.

 

Civilização Inca



Os incas viveram na região da Cordilheira dos Andes (América do Sul ) nos atuais Peru, Bolívia, Chile e Equador. Fundaram no século XIII a capital do império: a cidade sagrada de Cusco. Foram dominados pelos espanhóis em 1532.

cultura inca pintura: arte inca

O imperador, conhecido por Sapa Inca era considerado um deus na Terra. A sociedade era hierarquizada e formada por: nobres (governantes, chefes militares, juízes e sacerdotes), camada média ( funcionários públicos e trabalhadores especializados) e classe mais baixa (artesãos e os camponeses). Esta última camada pagava altos tributos ao rei  em mercadorias ou com trabalhos em obras públicas.

Na arquitetura, desenvolveram várias construções com enormes blocos de  pedras encaixadas, como templos, casas e palácios. A cidade de Machu Picchu foi descoberta somente em 1911 e revelou toda a eficiente estrutura urbana desta sociedade. A agricultura era extremamente desenvolvida, pois plantavam nos chamados terraços (degraus formados nas costas das montanhas). Plantavam e colhiam feijão, milho (alimento sagrado) e batata. Construíram canais de irrigação, desviando o curso dos rios para as aldeias. A arte destacou-se pela qualidade dos objetos de ouro, prata, tecidos e jóias.

Domesticaram a lhama (animal da família do camelo) e utilizaram como meio de transporte, além de retirar a lã , carne e leite deste animal. Além da lhama, alpacas e vicunhas também eram criadas.

A religião tinha como principal deus o Sol (deus Inti). Porém, cultuavam também animais considerados sagrados como o condor e o jaguar. Acreditavam num criador antepassado chamado Viracocha (criador de tudo).

Criaram um interessante e eficiente sistema de contagem : o quipo. Este era um instrumento feito de cordões coloridos, onde cada cor representava a contagem de algo. Com o quipo, registravam e somavam as colheitas, habitantes e impostos. Mesmo com todo desenvolvimento, este povo não desenvolveu um sistema de escrita. 

 

Hitória da civilização Lemuriana

 

Interpretação artística de um lemuriano, segundo as descrições teosóficas.

 

 

 

 Lemúria, originalmente uma hipótese científica para explicar semelhanças geológicas entre a Índia e Madagascar, entrou para o repertório do ocultismo em 1877, com o livro Ísis sem Véu, de Helena Blavatsky. Na cosmologia ali esboçada, a Terra teria sido ocupada, até agora, por cinco "raças-raízes", às quais se sucederiam, no futuro, mais duas. Sua suposta fonte seria uma obra secreta chamada Estâncias de Dzyan, a cujos manuscritos, escritos em uma língua chamada senzar, só ela teve acesso.

 

Lemúria, nesta concepção também chamada Shambali, teria sido ocupada pela terceira "raça-raiz", originalmente hermafrodita e ovípara, de quatro braços, mentalmente subdesenvolvida, que conviveu com os dinossauros. Segundo Blavatsky, quando surgiram os mamíferos, alguns lemurianos tiveram relações sexuais com esses animais, dando origem aos macacos.

 

Essa concepção de Lemúria foi desenvolvida por outros teósofos, principalmente W. Scott-Elliot, em Atlântida e Lemúria: continentes desaparecidos e Annie Besant e C. W. Leadbeater em O Homem: donde e como veio e para onde vai?", ainda que sem o mesmo grau de detalhamento oferecido nas descrições de Atlântida e Shambhala.

 

Os Lemurianos

Os lemurianos conviveram com dinossauros, plesiossauros, pterodáctilos e ictiossauros, entre florestas de coníferas, samambaias gigantes e palmeiras (sic), e a popularidade da obra teosófica nos EUA talvez explique, em parte, a popularidade da idéia errônea segundo a qual humanos pré-históricos conviveram com dinossauros, expressa não só em histórias cômicas como a de Brucutu e dos Flintstones, como também em filmes de aventura e fantasia, como O Despertar do Mundo (One Million B.C., de 1940), de Hal Roach Jr. e sua refilmagem de 1966, Mil Séculos antes de Cristo, (One Million Years B.C.), por Don Chaffey.

 

Embora os teósofos rejeitem a versão bíblica do Gênesis e seu pressuposto de que o mundo foi criado por volta de 4.004 a.C., sua escala de tempo - embora fosse compatível com hipóteses científicas do século XIX - está totalmente em desacordo com as da geologia atual. Segundo Helena Blavatsky, os lemurianos teriam surgido há 18 milhões de anos e esse período corresponderia ao Triássico - que, na realidade, está compreendido entre 251 milhões e 199,6 milhões de anos. Segundo Annie Besant, os lemurianos assexuados teriam surgido há 36 milhões de anos, no Triássico para depois tornarem-se hermafroditas e a separação dos sexos teria se dado no Jurássico, há 18 milhões de anos. Na realidade, o Jurássico se deu entre 199,6 milhões e 145 milhões de anos.

 

Cada uma das "raças-raízes", inclusive a lemuriana, teria dado origem a sete "sub-raças", assim como as "raças" posteriores, a atlante e a "ariana" (veja detalhes sobre estas em Atlântida teosófica). Entretanto, as "sub-raças" lemurianas não recebem nomes específicos e suas descrições por diferentes autores freqüentemente se contradizem.

 

Segundo Helena Blavatsky, os lemurianos pritivos eram os ciclopes da mitologia grega. Eram hermafroditas com dupla face, três olhos e quatro braços. Este último detalhe não foi retomado ou explicado por Scott-Elliot, Besant ou Leadbeater, que aparentemente interpretaram os dois braços extras como membros posteriores pouco diferenciados dos anteriores e dotados de "mãos", como nos macacos - que no século XIX eram cientificamente classificados como "quadrúmanos", justamente por essa característica. A dupla face indica um olho atrás da cabeça, que formava uma "face" de ciclope. Entretanto, Besant, mais tarde, disse que os primeiros lemurianos tinham um só olho no meio da face, sendo os outros dois ainda não funcionais.

 

Primeira sub-raça

 

Segundo Scott-Elliot, os corpos, que eram puramente etéricos na raça anterior, tornam-se materiais, mas as estruturas vertebradas ainda não haviam se solidificado em ossos e não podiam se manter eretos. Seus ossos eram tão flexíveis quanto os dos bebês de hoje. Os dois olhos dianteiros, com os quais procuravam obter alimento no chão, eram rudimentares. Havia um terceiro olho na parte posterior da cabeça, que era o centro principal não só da visão astral, como também da visão física.

 

Já segundo Annie Besant e Leadbeater, esses lemurianos tinham a forma de gorilas antropóides. Tinham a cabeça ovóide, com um só olho na parte superior, uma voluta arredondada representando a fronte e mandíbulas prognatas. Reproduziam-se por "excrescência celular": os filhotes nasciam na forma de "gotas de suor", extrusão de corpos macios e viscosos. Segundo Besant, os órgãos sexuais "pouco se mostravam no corpo". O olho não era usado para visão física e esses seres orientavam-se pela visão intuitiva da "mônada" nele contida.

 

Segunda sub-raça

Segundo Besant, "as gotas se tornam duras e redondas. O Sol as aquece, a Lua as refresca e lhes dá forma". Os corpos semilíquidos ganham casca e gradualmente passa-se à reprodução ovípara. As formas antes praticamente assexuadas ganham órgãos sexuais, tornam-se hermafroditas e de aparência mais humana.

 

Terceira sub-raça

Lemurianos com um terceiro olho na parte posterior da cabeça e calcanhares protuberantes

 

Lemurianos com um terceiro olho na parte posterior da cabeça e calcanhares protuberantes

IctoonAdicionada por Ictoon

 

O corpo gelatinoso começou a se solidificar e desenvolver uma estrutura óssea. Essas criaturas conseguiam se manter eretas e desenvolveram seus órgãos da visão, mas os dois olhos frontais eram pouco usados: o terceiro olho era o mais importante. Podiam andar para trás quase com a mesma facilidade com que andavam pela frente, devido aos calcanhares protuberantes.

 

Segundo Besant, sua cor era vermelha-terrosa e, em dimensões, "estavam para os humanos de hoje como os anoplatheridae e paleotheridae que os cercavam nos seus últimos dias estão além dos bois, veados, porcos, cavalos, tapires e rinocerontes que deles descendem". A cabeça com testa retraída, o olho vermelho e baço brilhando sobre o nariz achatado, a mandíbula prognata ofereciam uma aparência repulsiva. A memória do terceiro olho persistiu no mito grego dos ciclopes.

 

Os "reis divinos" vêm à Terra e encarnam-se nos melhores desses corpos como os "Divinos Andróginos" ou "Divinos Hermafroditas", gigantes esplêndidos em figuras e feições. Com sua chegada e a separação dos sexos, termina o Satya Yuga da Terra. Eram de um "glorioso tom vermelho-ouro, idescritivelmente brilhantes e esplêndidos e seu único olho brilhava como uma jóia".

 

Seus selvagens súditos obedeciam rapidamente aos impulsos por eles enviados, e sob sua tutela construíram cidades poderosas e templos ciclópicos.

 

A casca dos ovos foi-se adelgaçando cada vez mais. Os sexos são gradualmente separados, predominando em cada indivíduo um dos dois sexos. Estas transformações principiaram há uns 16,5 milhões de anos e o processo durou cerca de 5,5 milhões a 6 milhões de anos.

 

Neste período, o eixo da Terra, originalmente perpendicular, teria se inclinado para sua posição atual. Com isso, os restos da Hiperbórea ou Plaksha, que ainda existiam no extremo norte e se mantinham como florescentes terras tropicais, foram cobertas de neve e gelo e os remanescentes da "segunda-raça raiz", os hiperbóreos ou kimpurushas, se extinguiram.

 

Quarta sub-raça

Lemuriano da quinta sub-raça, ilustração baseada em Scott-Elliot

 

 

Segundo Besant, a reprodução ainda era ovípara, mas um sexo começou a predominar sobre o outro até que, do ovo, nasciam machos e fêmeas. Com isso, os bebês se tornaram mais indefesos e, no fim da quarta sub-raça, o recém-nascido não mais podia andar ao emergir da casca do ovo. Os dois olhos laterais se tornam os órgãos normais da visão.

 

Tanto esta sub-raça como a seguinte floresceram, segundo Scott-Elliot, a leste da região montanhosa da qual Madagascar fazia parte, numa posição central ao redor do menor dos dois lagos.

 

Segundo Annie Besant e C. W. Leadbeater, a quarta sub-raça era de cabeça ovóide, estatura de 7,3 a 8,2 metros, constituição frouxa e tosca e de cor negra (embora Helena Blavatsky houvesse dito que era amarela). Seus edifícios eram proporcionais à sua altura, de construção ciclópica, feita de enormes pedras.

 

Neste período, espíritos foram trazidos da "Cadeia Lunar", em número de nove milhões, para encarnar-se nos corpos humanos e conferir egos aos lemurianos. Entretanto, um terço deles, os "alaranjados" do globo A, mais evoluídos e orgulhosos, se recusaram a encarnar nos corpos oferecidos, por lhes parecerem repulsivos na forma e por lhes repugnar o intercurso sexual. Os demais, "amarelos" do globo B e "rosados" do globo C, obedeceram e constituíram a quarta sub-raça, humana em todos os aspectos, menos no embriônico (ainda eram ovíparos). O terço restante dos corpos caíram em poder de entidades recém-saídas do reino animal, que não notaram grande diferença entre elas e as fileirs de que acabavam de sair. Por isso, praticaram sexo com outros mamíferos, dando origem aos macacos - o que os teósofos chamam de "pecado dos sem-mentes".

 

Há cerca de 6,5 milhões de anos, deu-se o advento dos "Senhores da Chama":

 

    Com o estrondoso bramido duma torrente e envolta em ígneas nuvens que cobriam o firmamento de extensas línguas de fogo, descendo então de inconcebíveis alturas, relampejou através dos aéreos espaços a carruagem dos Filhos do Fogo, dos Senhores da Chama, que, vindos de Vênus, pousaram sobre a Ilha Branca risonhamenente estendida no seio do mar de Gobi (...) Ali permaneceu Ele, o Donzel de dezesseis estios, Sanat Kumara, a "Eterna e Virginal Juventude", o novo Governador da Terra, que veio a Seu reino acompanhado de seus Discípulos, os três Kumaras, Seus auxiliares imediatos. Ali estavam trinta poderosos Seres, demasiado grandes para que a Terra os reconhecesse (...) Constituíram a primeira Hierarquia Oculta.

 

Os venusianos teriam ensinado aos lemurianos as artes de conservar o fogo, a metalurgia, a fiação e a agricultura, além de trazer-lhes o trigo de outros mundos.

Quinta sub-raça Editar

Lemuriano da quinta sub-raça, ilustração baseada em Scott-Elliot

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Segundo Helena Blavatsky, é na quinta sub-raça que o homem se separou sexualmente e nasceu o indivíduo. Segundo Besant, esta sub-raça inicialmente se reproduzia por meio de ovos "extrudados", dentro dos quais os bebês humanos amadureciam, mas gradualmente o ovo passou a ser retido dentro da mãe e a criança a nascer, como hoje, frágil e indefesa.

 

Esta sub-raça é descrita por Scott-Elliot como de estatura em torno de 3,6 a 4,5 metros, pele escura, de cor pardo-amarelada. Mandíbula inferior alongada, rosto estranhamente achatado, olhos pequenos, porém penetrantes, e localizados curiosamente muito separados um do outro, enquanto o olho na parte posterior da cabeça também lhe possibilitava enxergar nessa direção. Não tinha testa; em seu lugar havia algo parecido a um rolo de carne. A cabeça inclinava-se para trás e para cima. Os braços e pernas, sobretudo os primeiros, eram mais compridos do que os nossos e não podiam ser perfeitamente esticados; as mãos e pés eram enormes e os calcanhares projetavam-se para trás. A separação dos sexos estava concluída e, pelo final do período, os bebês nasciam sob as mesmas condições e pelo mesmo processo de hoje.

 

Vestia-se com um manto folgado, feito de uma pele semelhante à do rinoceronte, porém mais escamosa. Ao redor da cabeça, onde o cabelo era bem curto, era amarrado outro pedaço de pele, enfeitada com borlas de cores vermelha-escura, azul e outras. Na mão esquerda, segurava um bastão pontudo da altura de seu próprio corpo. Na mão direita, amarrava a extremidade de uma longa corda, feita de alguma espécie de trepadeira, com a qual conduzia um réptil imenso e horrendo, parecido com o plesiossauro (sic). Na verdade, os lemurianos domesticavam essas criaturas e treinavam-nas para aproveitar sua força na caça a outros animais.

 

A partir desta sub-raça, os Arhats (espíritos já emancipados da reencarnação) se encarnam em corpos lemurianos para ajudar o Manu a estabelecer a civilização, como reis iniciados. Rodeavam-se de certo número de escolhidos, com os quais formavam uma casta, ensinavam-lhes algumas artes de civilização e os dirigiam e ajudavam a construir cidades. Segundo suas instruções, levantou-se uma grande cidade na ilha de Madagascar e ao longo do continente.

 

Comiam-se animais crus de toda espécie, pois a algumas tribos humanas não repugnava a carne; e certos bichos como as nossas lesmas, caracóis e lagartas, porém muito maiores que seus degenerados descendentes, eram um saboroso bocado para os lemurianos.

 

Também a partir deste período, mudou o aspecto físico dos lemurianos. O olho central da parte superior da cabeça, à medida que cessava de funcionar, foi-se retirando da superfície para o interior, até formar a glândula pineal.

 

Sexta sub-raça

 

Os moai, segundo Besant e Leadbeater, teriam sido esculpidos por lemurianos há milhões de anos

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Segundo Scott-Elliot, no período desta sub-raça e da seguinte, os lemurianos aprenderam a construir grandes cidades, de arquitetura ciclópica, correspondente ao tamanho de seus corpos (embora Besant e Leadbeater, mais tarde, escrevessem que a terceira e a quarta já erigiam construções, sob as ordens de seus governantes divinos). As primeiras cidades foram construídas na região montanhosa que incluía a ilha de Madagascar.

 

Outra grande cidade, inteiramente construída de blocos de lava, ficava a 50 km a oeste da Ilha da Páscoa. As estátuas gigantescas dessa ilha, com cerca de 8 metros de altura, representariam a altura e a verdadeira aparência de seus ancestrais (da quarta raça, presume-se). Entretanto, os famosos moai não têm os milhões de anos que Besant e Leadbeater lhe atribuem e foram erigidos por nativos polinésios entre 1250 d.C. e 1500 d.C.

 

Segundo Besant e Leadbeater, as classes inferiores da sexta sub-raça eram de cor negra, enquanto as superiores "eram de cor azul, embora com um ligeiro fundo negro". Segundo Besant, nesta sub-raça e na seguinte a reprodução sexual se tornou universal.

 

Sétima sub-raça

Embora conservando a mandíbula inferior projeada, os grossos lábios pesados, a face achatada e os olhos de aspecto misterioso, tinha desenvolvi alguma coisa que poderia ser chamada de testa, ao passo que a curiosa projeção do calcanhar fora consideravelmente reduzida. Num ramo desta sétima sub-raça, a cabeça poderia ser descrita como quase oviforme, sendo a menor extremidade do ovo a parte superior, com os olhos bem separados e próximos do alto da cabeça. A estatura diminuíra e o aspecto das mãos, dos pés e dos membros de modo geral tornarase mais semelhante ao dos negros de hoje (sic). Esse povo desenvolveu uma importante e duradoura civilização, dominando por milhares de anos a maioria das outras tribos da Lemúria. Segundo Besant e Leadbeater, essa sub-raça era de cor branco-azulada.

 

Destruição de Lemúria

Aborígines australianos que, segundo Besant e Leadbeater, estariam entre os descendentes dos lemurianos

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Ao contrário de Atlântida, submersa por vagalhões, a Lemúria pereceu pela ação vulcânica, devastada pelas cinzas ardentes e pela poeira incandescente de inúmeros vulcões, e seus habitantes morreram queimados ou asfixiados.

 

No lago a sudeste da região montanhosa correspondente a Madagascar, havia uma ilha com as dimensões de uma grande montanha, que era um vulcão muito ativo. As quatro montanhas a sudoeste do lago também eram vulcões ativos, e foi nessa região começou a dilaceração do continente. A partir do momento em que o processo de desintegração começou, não houve interrupção da atividade causticante e, numa parte ou noutra do continente, a ação vulcânica permaneceu constante. A conseqüência foi o fundamento e desaparecimento do território, como aconteceu com a ilha de Krakatoa em 1883.

 

Nesta catástrofe, segundo Besant, pereceram todos os remanescentes das primeiras quatro sub-raças. As três últimas sobreviveram, coexistiram com os atlantes do período posterior e seus descendentes incluem alguns dos povos atuais que os teósofos consideravam mais "primitivos".

 

Segundo Scott-Elliot, os "remanescentes degenerados" dos lemurianos que ainda habitam a Terra podem ser observados nos aborígines da Austrália, nos ilhéus de Andaman, em algumas tribos montesas da Índia, nos fueguinos, nos bosquímanos da África e em algumas outras tribos selvagens.

 

Lemúria reduzida

"Lemúria em um período posterior", segundo W. Scott-Elliot

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Os terremotos que se seguiram às erupções causaram tamanho estrago que, durante o período do segundo mapa, uma grande porção do sul do continente estava submersa.

 

Da sétima sub-raça, foi segregada uma colônia na região hoje ocupada pelo Ashanti (Gana) e Nigéria ocidental (7º de latitude norte, 5º de longitude oeste), um promontório a noroeste da ilha-continente, abrangendo o cabo da Boa Esperança e partes da África Ocidental. Tendo sido resguardada, por gerações de qualquer mistura com tipos inferiores, a colônia viu o número de seus habitantes aumentar gradualmente, até ficar pronta para receber e transmitir o novo impulso à hereditariedade física que o Manu estava destinado a revelar. Deste povo, chamado rmoahal, surgiu a "quarta raça-raiz", a atlante. Eram cor de mogno e tinham 3 a 3,6 metros de altura. Migraram para as costas meridionais de Atlântida.

 

No final, quando a "degeneração racial" parecia prestes a surpreendê-lo, o povo "negro" da sétima sub-raça obteve nova vida e poder por meio da miscigenação com os primeira sub-raça dos atlantes. A progênie, embora mantendo muitas características da Terceira Raça, pertencia à Quarta (atlante) e obteve uma nova força de desenvolvimento. A partir desse tempo, seu aspecto geral tornou-se bastante parecido com o de alguns índios americanos, exceto pela pele, que tinha uma curiosa coloração azulada, inexistente hoje em dia.

 

Lemúria na ficção

Thark de Burroughs, provavelmente inspirado nos lemurianos da teosofia

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Muitos leitores e críticos da obra de Edgar Rice Burroughs, a começar por L. Sprague de Camp, em 1948, e Fritz Leiber, em 1959, notaram semelhanças entre sua descrição ficcional de Marte (Barsoom, para os nativos) nas suas "Crônicas Marcianas", cuja publicação se iniciou em 1911 com Uma Princesa de Marte e o mundo pré-histórico da teosofia, tal como descrito nas obras publicadas até 1910 por Blavatsky, Scott-Elliot, Besant e Leadbeater.

 

Os "marcianos vermelhos", heróis de suas sagas marcianas, parecem ter sido diretamente inspirados nos toltecas da Atlântida teosófica, com sua cor de cobre, traços gregos e ciência avançada. Já os "marcianos verdes" ou tharks, primitivos de estatura gigantesca e comportamento bárbaro, mas que que sabem usar armas modernas e domesticam animais monstruosos, parecem inspirados nos lemurianos - embora Burroughs tenha interpretado seus "quatro braços" de maneira mais literal que Besant e Leadbeater.

Brucutu e Dinny, em selo dos EUA

IctoonAdicionada por Ictoon

 

L. Sprague de Camp também notou a semelhança entre os lemurianos e os personagens da série de quadrinhos Brucutu (no original, Alley Oop), criada em 1932 por Vincent T. Hamlin.

 

O protagonista e personagem-título vivia em um reino pré-histórico governado por um Rei Gus (no original, Guzzle) chamado Mu (no original, Moo), nome dado por James Churchward a um continente afundado no Pacífico que era uma variante da Lemúria. O reino vizinho e inimigo, governado pelo Rei Tunk, se chamava Lem, abreviação de Lemúria.

 

A própria aparência do personagem parece vagamente inspirada nas descrições teosóficas dos lemurianos, bem como o fato de andar acompanhado de seu dinossauro domesticado Dinny, o que recorda a descrição de Scott-Elliot.

Brucutu caricatura os lemurianos da teosofia (tira de 24/12/1948)

IctoonAdicionada por Ictoon

 

Referências

 

    L. Sprague de Camp, Continentes Perdidos. Lisboa, Livros do Brasil, s/d

    Helena P. Blavatsky, Síntese da Doutrina Secreta. São Paulo: Pensamento, 2001

    W. Scott-Elliot, Atlântida e Lemúria, Continentes Desaparecidos. Paulo: Pensamento, 1995

    Annie Besant e C. W. Leadbeater, O Homem: donde e como veio, e para onde vai? São Paulo: Pensamento, 1995.

    Annie Besant, The Pedigree of Man [1]

    Dale R. Broadhurst, "John Carter Beginnings?" [2]

 

História e Mito da Civilização Atlântida

 

A lenda da Atlântida, que se manteve sempre viva na imaginação popular, falou também de muito perto a numerosos autores, tendo gerado uma literatura específica, na qual se formularam hipóteses para relacionar sua civilização ao povoamento original da América.

Sede de antiga civilização que supostamente existiu no oceano Atlântico, a oeste da Europa e África, essa ilha do continente lendário teria submergido, há milhares de anos, em decorrência de um cataclismo geológico.

 

A Atlântida de Platão

 

A lenda aparece pela primeira vez nos diálogos Timeu e Crítias, do filósofo grego Platão. Numa viagem ao Egito, o legislador ateniense Sólon teria ouvido de sacerdotes de Sais a tradição sobre a Atlântida. Seu neto Crítias, por sua vez, a narrara a Sócrates.

A Atlântida de Platão seria uma ilha vastíssima, perto das colunas de Hércules (estreito de Gibraltar), e fora habitada pelos atlantes, descendentes de Atlas, filho de Poseidon (deus do mar). Os atlantes, regidos por leis justas e riquíssimos, tinham empreendido a conquista do mundo mediterrâneo, mas Atenas os repelira. Finalmente, a degeneração de seus costumes provocara a ira dos deuses, e um maremoto tragara a Atlântida em um dia e uma noite. Os penhascos que afloravam e o lodo que se acumulou nos baixios tornaram suas paragens, a seguir, inavegáveis.

 

Evolução do mito

 

Os próprios neoplatônicos consideraram aquele relato um mito. O Ocidente cristão, na Idade Média, recebeu versões sobre a Atlântida transmitidas pelos geógrafos árabes. Tratando-se de ilha submersa, não figurou na cartografia medieval, que registrou contudo outras ilhas lendárias a oeste da Europa, cuja suposta existência se originou de tradições gregas e célticas. É possível que a localização de algumas dessas ilhas correspondesse a confusas notícias de viagens reais, como no caso das ilhas Afortunadas, identificadas mais tarde com as Canárias.

No rastro da tradição platônica, o renascentista inglês Francis Bacon descreveu em sua obra Nova Atlantis (Nova Atlântida) a cidade ideal dos sábios. No século XVII, o sueco Olof Rudfec valeu-se do velho mito para exaltar o patriotismo nórdico. Durante a Renascença catalã, no século XIX, Jacinto Verdaguer relacionou três fatos em La Atlántida: a submersão do continente, a fundação de diversas cidades hispânicas por Hércules e as ilusões que esses relatos criaram em Cristóvão Colombo.

 

Origem atlântida dos índios

 

Depois das viagens de Colombo, ao comprovar-se que ele não havia descoberto as Índias, mas sim um novo continente, surgiram diferentes hipóteses para explicar a origem de seus habitantes, impropriamente chamados índios. Vários autores europeus afirmaram que eles tinham vindo da Atlântida, antes de submersa. Entretanto, já no século XVI houve quem ridicularizasse semelhante origem, como o cronista jesuíta José de Acosta em sua Historia natural y moral de las Indias (1580).

Embora com pouca aceitação nos meios científicos, continuam a aparecer teorias sobre a origem atlântida do homem americano. Os geólogos, em geral, rejeitam a existência da Atlântida como continente, na época do aparecimento do homem na Terra. Para explicar certas correspondências do relevo, da fauna e da flora entre a África e a América do Sul, preferem outras hipóteses, como a teria de Wegener, da deriva dos continentes.

A Atlântida, apesar disso, permanece como tema de doutrinas esotéricas que descrevem em minúcias a história de seus supostos habitantes. A renovação do interesse pela Atlântida a partir do descobrimento da América motivou a publicação de muitos livros e artigos. Em Paris foi criada a Société d'Études Atlantéennes (Sociedade de Estudos Atlantianos), que em 1927 deu início à publicação da revista especializada Atlantis. Fonte sobre Atlântida: Site História do mundo

 

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